Funcionário fantasma é assombração do passado?
Não é de hoje que se ouve falar em funcionário público fantasma. Muito pelo contrário, esses tipos que deveriam estar trabalhando mas não se fazem presentes no local - e mesmo assim são pagos por isso - existem aos montes há décadas. Mas há tempos atrás isso era mais difícil de controlar, até mesmo porque sempre houve muita conivência dos próprios colegas de trabalho e até mesmo de superiores. Mas hoje em dia essa prática não deveria mais fazer parte da nossa sociedade por dois motivos principais: primeiro, porque o povo está cansado de corrupção e mau uso do dinheiro público; e, segundo, porque as tecnologias não facilitam mais esse tipo de atitude.

A Assembléia Legislativa de Santa Catarina vai implementar controle biométrico de presença e câmeras de circuito fechado de televisão para monitorar a verdadeira assiduidade dos funcionários. Tudo isso ocorre devido denúncias de trabalhadores que deveriam estar presentes diariamente em seus locais de trabalho mas apareciam uma vez por mês, mesmo recebendo salário pleno. O ponto biométrico também já foi implementado na Assembléia Legislativa do Paraná economizando milhões aos cofres públicos em menos de um ano. Muitos outros órgão públicos em diversos estados também estão planejando utilizar sistemas com registrador eletrônico de ponto.
Afinal, se o trabalhador comum bate o ponto diariamente no seu trabalho para controle e registro de sua jornada, por que o funcionário público não deveria bater? O funcionário público também é trabalhador, e trabalha para o interesse da população, para que serviços públicos tenham andamento e sejam eficazes. A população, que paga os impostos e taxas, quer ter a certeza de que seu investimento é válido. E uma dessas formas é garantir que as pessoas pagas para realizarem tarefas estejam realmente presentes para trabalhar.
Mas o registro eletrônico de ponto biométrico não deve se limitar apenas a funcionários de Assembleias Legislativas. Há muitas outras áreas de serviços públicos que também deveriam ser fiscalizadas: servidores da saúde, médicos, professores, vereadores… até mesmo senadores. Porque não? Na verdade, cada funcionário público, seja ele concursado ou não, deveria ter sua jornada controlada. Principalmente os políticos eleitos.